terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Eu só queria comer um arroz e feijão


Que o povo que faz esse blog cozinha, todo mundo sabe. Também é público e notório que a gente gosta pra caramba de passar horas na frente do fogão. Por isso pode parecer estranho que logo num domingão tranquilo nosso único desejo fosse sair de casa atrás de ...um pratão de arroz e feijão, bifinho, batata frita.

Explico: tínhamos uma tarefa urgente, a de arrumar a cozinha, jogar fora tranqueiras (tipo um zilhão de tupperwares sem tampas, potinhos de temperos que não usamos mais, talheres sem uso, congelados da era mesozóica que atulhavam o velho freezer...) tudo porque no dia anterior compramos uma geladeira nova. E todo mundo sabe que para receber uma geladeira nova a cozinha precisa estar em ordem, certo?

Foi aquela suadeira, deu pra gastar quase todas as calorias do churrascão na casa da nossa amiga Tuca na noite anterior. Ficamos com fome, mas quem se animava a cozinhar depois de tanta labuta? Como o trabalho foi braçal, a fome exigia também um prato pra lá de substancioso. Aí veio a idéia: "Porque não sair para comer um trivial arroz e feijão?". No vazio infinito das nossas pobres barriguinhas a antecipação de um farto P.F. bem temperadinho era reconfortante. "Vamos à pé?", perguntou Alessandra. Isso, pensei, vamos aqui mesmo no bairro. "Que tal o Vermelhinho?" , "Tá fechado hoje", lembrou a Dani. O tal Vermelhinho - que deve ter outro nome mas não sabemos - ganhou o apelido por causa da fachada de ladrilhos rubros. Fica do lado da Estação de trem da Vila Leopoldinha e serve um executivo enorme. Apesar de bem popular, oferece também cervejas especiais. Era tudo o que a gente queria. Maaassss... "Não abre de domingo...", lembrou a Dani.

Tá bom vamos de carro, mas aqui perto então...

Pouco mais de 500 metros percorridos, e paramos o carro entre dois possíveis locais.

Vamos ver o que tem de bom...na plaquinha dizia: Costela...Humm, rabada...Vamos experimentar esse daqui? Topo, topo, porque não? Entramos, sentamos, pegamos o cardápio que estava sobre a mesa do lado, os três sabiam exatamente o que queríamos. Mas pereciamos fantasmas sentados naquela mesa, ninguem vinha nos atender. A casa devia ter umas 6 ou 7 mesas das 50 disponiveis ocupadas. Mais um minuto e niguém, Vamos no vizinho eu disse, a Alessandra já pegou a bolsa e se levantou. Como vocês são estressados resmungou a Dani, saindo do restaurante, Ahhh, não dá...pra aguentar estou seco por uma cerveja.

Ao lado sim, self service de saladas e grelhados, legal, parece que vai ser mais rápido. Como funciona o serviço moça? Só o buffet sai por 29,50 e se for com carne 39,50. Vixe, meio caro pra quem queria arroz e feijão. Tem A la Carte? Sim, te trago o cardapio. Essa opção infantil 14,90 é o que o senhor quer, e não é muito pequena não disse a atendente deste misto de açougue, empório, e restaurante e churrascaria. Ok eu quero essa então. Arroz, feijão, bife e batata-frita. Também queremos isso repetiram em coro as duas. Rapidinho e nossos pratos já estavam na mesa. Para nossa decepção o arroz estava frio, o feijão com aquele caldinho ralo e insoso, a carne era boa, um bifinho de filé mignon, macio e sem muito gosto, coisa pra criança sem dente. Mas foi bom, matou o que estava me matando. Na hora da conta, 30 reais por cabeça pois pedimos uma saladinha e 2 cervejas e uma coca. Muito caro na minha opinião por aquilo que haviamos comido.

Fiquei pensando, porque não fomos ao Bar do Biu....

Ficou com vontade de feijãozinho? A receita está aqui!

Postado por Celso

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