domingo, 1 de novembro de 2009

Fumacê do bom


E, E, E, fumacê
A, A, A, fumaça
Êh fumaceira
Tá saindo de lá, de lá
Tem alguém queimando coisa
Tá botando pra quebrar
Não será que é o Zé Bento?
Tá roçando pra plantar
Não será que é a Zefinha,
Que prepara o meu jantar?
Se não for o João da Nega,
que fugiu pra fumar!
(Fumacê - Reginaldo Rossi)

Domingão de folga, sem programação especial, mas também sem horários, sem chuva, sem vento. Nesses dias fico muito feliz em ter escolhido esse apartamento que foi planejado com uma micro-churrasqueira na varanda. Não dá pra assar um boi inteiro (cabe um franguinho e olhe lá) mas com um pouco de planejamento, conseguimos preparar grelhados decentes.

Já deixei clara por aqui, em vários posts, a minha preferência por costela, uma carne saborosa ainda que não muito tenra. Mas a gente tem dente pra quê? Freud explica: minha mãe conta que desde que eu era bebê nunca gostei de leite. Então o pediatra da família a orientava a me dar caldo de carne na mamadeira. Quando começaram a sair os dentinhos, a recomendação era me alimentar com nacos de carne, levemente fervida, para que eu "sugasse" o caldinho e massageasse as gengivas. Está explicada minha dieta quase absolutamente carnívora...

Celso, o mestre-churrasqueiro capricha no sal grosso

Mas voltando ao almoço, encontrei no Pão de Açúcar um corte da Friboi: costela em tiras, embaladas à vácuo. É so temperar com sal grosso e deitar na chama. O inconveniente (da churrasqueira, do espaço, do lugar) é o fumacê ... a gordura bate no carvão e não tem jeito. Mas vale a pena defumar a casa. O sabor delicioso da gordurinha chamuscada e crocante é suficiente para te dar um branco e apagar na hora a recomendação dos cardiologista e outros estraga-prazeres que só pensam nas taxas de colesterol, triglicérides e o escambau. Com IMC de 24,9 não ando lá muito preocupada com essas coisas, você estaria?

Como diriam meus amigos gaúchos, é salgar e assar, tchê. A costela de boi é muito versátil. Você pode embrulhar em papel alumínio, deixar horas na churrasqueira e depois saborear a carne extremamente cozida em seu próprio molho: fica macia como se feita na panela de pressão. Mas esse corte, em tiras, vai muito bem malpassado, uma coisa meio neanderthal. O fogo deve estar bem forte. Coloque a peça do lado do osso. Quando tostar bem, vire para o lado da carne. Assim que esse lado também tostar, vá virando a carne. Em 20 minutos ela está pronta para servir. Fiz assim também com a costelinha de porco, temperada com sal, pimenta e ervas como alecrim, louro e tomilho mas essa ficou mais tempo no fogo.

Aproveitamos também para grelhar berinjelas e preparar um babaganuj, para o lanchinho da noite. A receita você confere aqui.
Pra combinar como menu-troglodita, a pedida foi assistir na TV o clássico Palmeiras X Corinthians, na Band. Apesar de ser sãopaulina, clássico é clássico, né? E quem resiste aos comentárrrrrios do Neto?
Para acompanhar:
Salada de agrião com ovos cozidos
Misture um maço de folhas de agrião lavado com quatro ovos cozidos e bem picados. Tempere com molho vinagrete.


Pimentões e Jalapenos
Na mesma grelha da carne, com o fogo bem forte, coloque dois pimentões vermelhos e algumas pimentas jalapeno. Quando a pele ficar bem tostada, retire a dos pimentões e corte-os em tiras. Dispense as sementes. Corte os jalapenos ao meio e também dispense es sementes.
Coloque tudo em uma tigela, tempere com sal, alho picado e azeite.
Postado por Alê

Um comentário:

lilli disse...

puxa !!! caprichou no churrasco....
e nas saladas e petiscos...só que os pimentoes perderam a cor pasecem mais amarelos do que vermelhos....é melhor ir almoçar me deu uma fome