sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O melhor da massa


Quem passou por aqui recentemente deve ter achado que a cozinheira saiu de férias... na verdade, foi o oposto: os tempos dos frilas acabaram e agora o tempo anda bem curto. Não parei de comer mas a atualização do blog foi afetada pelos novos horários, novas responsabilidades. Descobri nos últimos dias o poder revigorante de um suco de laranjas espremidas na hora, do sanduíche de pão integral com queijo branco derretido. E a cambuza acabou dominada pela minha talentosa e criativa alma-gêmea, o Celso. É dele essa deliciosa massa fresca que comemos ontem com um molho muito simples, o Burro´oro, uma invenção do norte da Itália. A palavra é a junção de burro, a manteiga, com pomodoro, tomate.

Para a massa:

500 g de farinha de trigo
4 ovos inteiros
1 xícara de vinho branco

Como fazer
1) Trabalhe a massa com as mãos em superfície enfarinhada. Quando ela estiver bem homogênea, faça uma bola, embrulhe em plástico filme e deixe descansar por meia hora fora da geladeira.
2) A massa deve estar elástica, não muito grudenta, nem muito dura. Se necessário acrescente mais um ovo, principalmente se usar muita farinha ao trabalhá-la.
3) Esse descanso de meia hora é absolutamente necessário para deixá-la elástica.

Com a massa pronta você pode usar a máquina de macarrão e cortar na forma que desejar. Faça o talharim como o da foto, ou papardelle, espaguete. Se não tiver a máquina, use o rolo de massas (ou uma garrafa de vinho limpa) e abra bem fina. Corte com uma faca.


Deixe secar a massa já cortada por uma ou duas horas antes de cozinhar. Para que ela não grude é preciso pendurar em um local arejado. Serve o espaldar de uma cadeira ou como fizemos aqui, um cabide limpinho!
O Celso também fez raviolones recheados com mozarela de búfala levemente temperada com sal, pimenta e orégano.

Para fazer o Burro´oro
Derreta 50 g de manteiga em uma frigideira e acrescente 150 g de polpa de tomates. Tempere com sal e pimenta do reino edeixe refogar por alguns minutos em fogo baixo.

Para servir, basta cozinhar a massa. Atenção: ela cozinha bem rápido. Escorra e tempere com o molho.
A fome era tanta que não deu para registrar po prato pronto, mas vocês podem imaginar, né?

Obs.: Segundo os livros e de acordo com quem entende das coisas, ideal é usar a farinha 00, mais fina. Mas aqui é difícil encontrar. Nos demos bem com a farinha de trigo da marca Renata e uma dica é deixar o pacote em um local bem seco. Se a farinha estiver muito úmida, fica difícil encontrar o ponto ideal.

Postado por Alê

8 comentários:

S Vasconcellos disse...

Como sou semi-leigo na arte, visitante bissexto e as vezes distraído, pergunto: você bebeu o vinho branco? Ou o misturou ao molho? :)

Alessandra disse...

Oi Vasconcellos, a massa pede uma xícara de vinho branco no preparo. Entretanto, já que você vai abrir a garrafa de um bom vinho para fazer esse prato, nada impede que os outros 650 ml da bebida acompanhem seu aperitico, certo? Nada melhor do que cozinhar em boa companhia...

Alessandra disse...

Ops, é aperitivo...

S Vasconcellos disse...

Não tenha dúvida sobre o valioso conteúdo da garrafa! E se a companhia declinar a oportunidade, bebê-lo-ei, sozinho!

lilli disse...

quero fazer esta massa para o almoço de quarta feira para 7 pessoas.vou fazer ravioloni....500 gr.de farinha é suficiente? poderia cozinhar os ravioloni um pouco antes ,colocar na assadeira e esquentar no forno antes de ser vir? obrigada G.

lilli disse...

eu de novo...tem que ser vinho branco? nao poderia ser cachassa como se costuma usar na massa de pastel?

Alessandra disse...

Olá Lilli!
Se você abrir a massa bem fina, 500 g de farinha mais os ovos do preparo, mais o recheio devem garantir mais de 100 g por convidado o que em tese é o suficiente. Mas atenção: se você convidar glutões, melhor pensar em fazer mais. Sempre que preparo essa massa uso um quilo de farinha, mesmo para poucos convidados. É possivel cozinhar e depois congelar em bandeijinhas apropriadas, o trabalho do preparo é o mesmo para 200, 500 ou 1000g. Sobre o preparo, lembro que a massa caseira é delicada, ela deve ser cozida e servida imediatamente. Não aconselho esse truque de restaurante de cozinhar a massa antes, a não ser que ela seja gratinada no forno com um bechamel. Bom apetite e volte sempre!

Alessandra disse...

Sobre a cachaça, Lilli, não sei responder. Nunca fiz esse prato com aguardente. Mas porque você não prepara uma prévia - faz um teste - com esse ingrediente antes de oferecer o almoço? Se ficar bom, me avisa!