terça-feira, 15 de setembro de 2009

A cozinha de São Paulo cabe num parque

Nem todas as especialidades dos 645 municípios de São Paulo estão representados na 13a. edição do Revelando São Paulo que acontece até o dia 20 de setembro no Parque da Água Branca, na zona oeste da capital paulista. Mas o que os organizadores levaram para lá dá para matar a vontade - ou as saudades - da cozinha farta do interior. Muito torresmo, tutu, costela, mexido de mandioca, bolinho de farinha de milho, frios, doces de frutas. Tão gostoso quanto as comidinhas, é ver uma centena de cozinheiros e cozinheiras preparando as iguarias diante dos visitantes famélicos. A recomendação é dar uma volta por todo o pavilhão e só depois escolher os pratos preferidos. E talvez voltar no dia seguinte para experimentar o que não deu da primeira vez!

Adoramos o bolinho de farinha de de milho de Itapetininga e o de Sarapuí, cidades vizinhas. A massa é preparada com farinha de milho banhada em caldo de galinha. A ave é desfiada e serve de recheio.

O perfume da Galinhada de Salesópolis é de matar.

E não falta o bem temperado afogado de Paraíbuna.

Joanópolis se aproveitou da lenda, que reza que a cidade é a terra dos homens-lobos. O prato, batizado de Comida de Lobisomem, custa R$ 10 e tem torresmo, tutu de feijão, leitoa frita, farofa, linguiça... Pra deixar qualquer assombração mansinha, mansinha.

Outro prato igualmente farto é o Arroz Vermelho com Suã, de Cruzeiro. O suã é a carne perto da coluna do porco e o arroz vermelho é de um tipo raro, cultivado apenas em algumas regiões. E dá-lhe torresmo.

Para os vegetarianos, tem a moqueca de São Sebastião.

Há também muitos produtos para levar para a casa. Um produtor de Tarumã vende frios como bacon, costelinha defumada, salame e linguiças caseiras. Apostei na copa caseira, uma delícia

Ou o salaminho de Capão Bonito: tão leve que duvido que engorde.

Entre os pães, que tal esse fresquinho, saído do forno, do estande de Jarinu?

Para a sobremesa, doces e compotas de Ribeirão Corrente. Aliás, saímos de lá com uma conserva de figos verdes deliciosa... mas compreensivelmente, acabou perdida em algum canto do parque...

O João Deitado de S. Francisco Xavier vai muto bem com um cafezinho bem forte. Trata-se de uma broa de milho assada na folha de bananeira. Lá em Minas conheci como Pau a Pique. Só não perguntem para a dona do estande por que o doce se chama João Deitado... ela fica roxa de vergonha, fazer o quê?

Mesmo que não caiba mais nada, sempre tem espaço para essas balinhas de erva-doce da Casa da Ilha da Madeira, em São Paulo. Elas são embaladas em papel celofane e parecem um colar.

Depois de tudo isso, foi mais ou menos como esse boi que saí do pavilhão... Bom, na verdade carros-de-boi, bandas de música sertaneja e outras atrações fazem parte do festival.


Depois da lambança, vale a pena dar uma voltinha pelo parque, que graças às árvores é fresquinho, fresquinho.

Para quem descaradamente caiu no pecado da gula, tem até uma Capela dedicada ao Bom Jesus dos Perdões.

Ou quem preferir pode tirar um cochilo num dos bancos. Esse aí me deixou encafifada: será que essa loja existe ainda?


Se depois da caminhada o apetite voltar, guarde esse nome: Avalanche. Trata-se de uma lanchonete montada em um trailler que serve um respeitável sanduíche de pernil. Vai encarar?
Postado por Alê

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