quarta-feira, 29 de julho de 2009

As tais lagostas

Faz um mês que prometi fazer lagostas, mas só no último fim de semana cumpri a ameaça. Segui para a Ilha dos Pescadores, lá em Ubatuba, com o firme propósito de voltar para casa com pelo menos dois exemplares desse crustáceo. Achei numa das boas peixarias de lá, não vivos, mas ainda bem fresquinhos. Infelizmente me distraí no celular e quando vi, a moça da peixaria já tinha cortado fora boa parte das antenas, as patinhas e decapitado a bichinha. Paciência. Bastava abrir a cabeça para retirar as entranhas, mas já era tarde.
Essa receita é super simples e R$ 35 o quilo de lagosta não é nenhuma loucura. Um cheeseburguer com batatas fritas e milk shake, da lanchonete aqui da esquina, custa quase isso. Duas lagostas médias - até porque as enooormes geralmente são mais velhas, portanto mais duras - saíram por R$ 50. Nada mal para um almocinho aconchegante num fim de semana chuvoso...
Ingredientes
Lagostas
Alcaparras
Manteiga
Sal

Como fazer
1) Leve ao fogo uma panela muito, mas muito grande. Grande o suficiente para acomodar as bichinhas. Junte um punhado de sal e espere ferver.
2) Pique as alcaparras. Eu pefiro as conservadas em sal. Mas é preciso lavá-las antes de picar.
3) Derreta cerca de 100 g de manteiga em uma panelinha, junte as alcaparras e deixe apenas esquentar. Reserve.
4) Quando a água ferver, junte as lagostas e cozinhe por cerca de 10-15 minutos. Não cozinhe demais. Como os camarões a carne fica dura se passar do ponto.
5) Retire da água e corte a cauda pelo comprimento.
6) Coloque no prato como quiser - com ou sem cabeça, com a casca da cauda ou apenas os filés. Cubra com o molhinho de alcaparras e sirva.

Obs.: Tenho um livro aqui em casa, o The fish-lovers' cookbook (O livro de receitas dos amantes de peixes), escrito em 1980 por um simpático casal de americanos, Sheryl e Mel London. Digo simpáticos porque eles aparecem muito sorridentes na capa do tal livro. Pois bem: na parte dedicada às lagostas eles afirmam que o ideal, ao preparar lagostas cozidas, é usar a própria água do mar. Isso mesmo: você leva a panelona para a praia, recolhe a água do mar, volta para a cozinha, ferve e usa para cozinhar. Pensei em fazer a experiência, mas confesso que não fui ousada o suficiente. Talvez tenha sido a visão dos participantes da terceira etapa do Supersurf que aconteceu em Itamambuca esse fim de semana. Era muita gente na água, durante muito tempo. Nem preciso dizer mais, né? Outro fator que me desanimou para a experiência foi o excesso de chuva - vai ver a água nem estava tão salgada assim para se cozinhar nela. Mas fiquei com isso na cabeça. Cozinhar com a água do mar, num lugar que não é a ilha de Lost... Será?
Postado por Alê

2 comentários:

Anônimo disse...

Ah! Você fez? Que delícia, deu agua na boca!
Agora água do mar? Sei não...
Beijos

Alessandra disse...

Pois é... talvez para quem pode cozinhar em um barco, em alto mar, a coisa pode dar certo. Mas fica a idéia se um dia a gente naufragar numa ilha perdida. Se tiver lagostas ou outros crustáceos por lá a gente não se aperta...