quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bastrmá no brunch

Comi pela primeira vez ovos fritos com bastrmá e coalhada seca há muitos anos. Minha cara-metade e parceiro no crime, o Celso, resolveu fazer um café da manhã caprichado, à moda do avô paterno. Amei! Quem gosta de sabores fortes vai aprovar essa delícia de origem armênia. A carne de boi é seca em sal por alguns dias e curada em temperos como páprica, cominho e curcuma. Compramos a peça, feita de lagarto, na Casa Garabed em São Paulo, que também serve essa delícia em esfihas. Não é lá muito barata (R$ 80,00 o quilo) mas vale a pena levar o pedaço inteiro e fatiar em casa, a carne dura mais e não fica ressecada.
Na primeira vez que provei, fiquei encafifada com o nome: o bastrmá (pronuncia-se bastrumá) e o pastrami, mas a semelhança começa e acaba no nome. O pastrami também é feito com carne bovina, de preferência o peito, curado em salmoura, mas depois é defumado e não leva tantos temperos.
Há quem frite as fatias de bastrmá na manteiga junto com os ovos. Eu prefiro ovos fritos, bastrmá fatiado ao natural e uma porção de coalhada bem seca, além de um bom pão pita para chuchar junto.
O Celso também encontrou o Bastrmá na Turquia, mas feito com uma peça de contrafilé. A textura era mais macia. De lá trouxe também uma receita bem interessante: essa carne servida em lascas com homus quente.
Para servir como na fotinha, basta fritar os ovos namanteiga, juntar a carne e a colhada regada com muito azeite.

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